A novela do IELTS – parte 2

Pra ler a primeira parte, clique aqui.
Se você tá mais interessado em saber as sugestões que dou pra fazer uma boa prova e evitar maiores estresses, clique aqui.
Então 13 dias se passaram. Logo pela manhã, comecei a apertar F5 loucamente na página do British Council pra acessar meus resultados. Nada, até então. Enquanto tentava ver minhas notas, acompanhava o desespero do resto do pessoal pela comunidade do Facebook. A manhã acabou e nada dos resultados. Desisti do computador e fui pra aula de francês.

A curiosidade tava me matando, então saí da Aliança mais cedo. Chegando em casa, vi que até o momento ninguém tinha conseguido ver. Uma pessoa esperta da comunidade ligou no conselho tentar saber o porquê da demora e descobriu que havia algum problema no servidor, ou algo do tipo. Os resultados só estariam disponíveis a partir das 17 horas. Então beleza, né? Já tinha esperado 13 dias e uma hora mais não me mataria.
Aí começaram a aparecer os resultados da galera do Facebook. E nada do meu. Liguei no conselho: ninguém atendeu. Eles encerram o expediente às 17 horas. Passei o final de semana emburrada, porque um monte de gente já havia conseguido ver as notas, menos eu.Finalmente, segunda feira. Liguei no Conselho e a conversa foi mais ou menos assim:

– Oi, meu nome é Virgínia e fiz o IELTS dia 24 de abril, mas não consigo ver minha nota. Pode me dizer o por quê?

– Sim, claro. Quais os seus dados?

(bla bla bla bla)

– Ah, Virgínia! Sua data de nascimento tá errada, por isso você não conseguiu ver.

SÉRIO MESMO, BRASIL?!

Não preciso dizer que fiquei com ódio. Primeiro a prova adiada, depois a data de nascimento errada. Desliguei o telefone e fui correndo pro site, eis que:

Por um momento, esqueci de toda a raiva que tava do BC e saí pulando pela casa. As notas do IELTS vão de 0 a 9 e eu tirei 7,5! As notas de 7,5 a 9 indicam que o usuário é falante proficiente e tem domínio pleno da língua. Ou seja: Fui bem pra dedéu!

Tudo ia bem, quando me dou conta de que o resultado oficial não chegaria a tempo em minha casa. Já era dia 14 e eu precisava do certificado até, no máximo, dia 21. Hora de ligar de novo pro British Council. Me informaram que o certificado havia sido postado via encomenda normal na sexta feira, mas estava com a data de nascimento errada. E mesmo que tivesse sido postado via SEDEX, não me serviria de nada. Pedi, então, que me enviassem uma versão eletrônica, em PDF. Ninguém teria trabalho, ninguém teria de desembolsar mais dinheiro e ninguém se estressaria.

– Sinto muito, senhora, mas não podemos. Normas de Cambridge.

Alguém com sabedoria pode, por favor, me explicar por que diabos eles não podem mandar o meu certificado para o meu email?

– Se você quiser, senhora, pode depositar em nossa conta o dinheiro do SEDEX e da emissão do certificado. Veja nos Correios quanto custa o frete. O valor do novo certificado é de 15 reais.

Interessante. Então vocês adiam a prova, erram minha data de nascimento e eu tenho de pagar pela nova emissão e pelo novo frete? Bacana. Façamos as contas: 440 reais da prova, 52 de frete, 15 do certificado. 507 dinheiros só aí. Lembra o que falei sobre ter uma reserva? Pois é.

Não tive escolha senão pagar o valor. Não podia arriscar perder a bolsa por causa disso. No fim das contas, postaram meu certificado na quinta feira. Pedi várias vezes que me fornecessem o número de rastreio da encomenda, mas nem isso fizeram.

Numa das inúmeras ligações pra lá, eles se ofereceram pra fazer o upload do meu certificado para o site do Ciências sem Fronteiras. Mais uma vez, não tinha nada a perder. Informei-lhes meu login, senha e esperei que me mandassem o e-mail de confirmação.

Pausa pra reflexão: eles podem mandar pra plataforma do CsF, mas não podem mandar para o meu e-mail? Hm.

Passaram-se 4 dias até que chegou o último dia de inscrição. Liguei lá mais algumas centenas de vezes. Até então, ninguém havia feito esse bendito upload. Eis que, para a nossa minha alegria, meu certificado chegou em casa. Já passei muita raiva com os Correios, mas hoje digo:

Correios, eu te amo!

O fato é que os Correios salvaram meu dia. Escaneei o certificado, fiz o upload pro site e respirei feliz. Espero nunca mais precisar do British Council.

Sabe o que é mais legal? Conhecidos meus receberam o envelope no mesmo dia que eu, sem ter pago pelo adicional do certificado ou do SEDEX. Tá bom pra você?

Agora você, leitor, me pergunta:

– E se eu tiver de fazer um teste de proficiência, Virgínia? Qual escolho?

Escolhi o IELTS por falta de opção. Era o que tinha disponível pra a data que eu precisava, mas dizem por aí que o TOEFL é mais fácil. Como nunca fiz,  não tenho como comparar. O teste de proficiência, como já disse antes, deve ser escolhido de acordo com o que você pretende fazer. Tem que pesquisar direitinho pra ver qual é o mais adequado, qual pontuação a universidade de sua preferência aceita como mínimo e tudo o mais.

O que eu gostei no IELTS:

  • A prova oral é feita com um entrevistador humano. A galera que fez o TOEFL disse que lá você tem de falar pra um computador. Deve ser meio esquisito. O entrevistador ajuda muito, porque ele puxa conversa e a coisa toda flui. No TOEFL não tem isso.
  • O restante da prova é com papel e lápis, então dá pra riscar, sublinhar e fazer o que quiser com a ela. Novamente, o TOEFL é todo no computador. Eu, particularmente, prefiro o papel.
– E como foi que você se preparou?
Não me preparei. Fui ao Google e pesquisei por “IELTS mock test”, e acabei descobrindo essa página aqui. Até comecei a fazer, mas não tive nem saco, nem tempo pra terminar o simulado inteiro. Mas por favor, se você pretende fazer alguma prova dessas, estude! Tirei nota boa por sorte. Um conhecido meu que é professor de inglês acabou tendo nota mais baixa que a minha. Conhecer a prova, as pegadinhas e, principalmente, acostumar-se ao tempo é a melhor opção pra se dar bem. Outra sugestão é não perder tempo estudando gramática. É óbvio que é necessário escrever e falar direito, mas estudar gramática é bobagem. Em momento algum isso é cobrado na prova.

– Se você tivesse de fazer outra prova de proficiência, ainda escolheria o IELTS?
De jeito nenhum. Não pela prova, porque ela é razoavelmente boa de ser feita. Não faria o IELTS outra vez por causa da falta de organização do British Council. Talvez eu tenha tido azar dessa vez, mas não me arriscaria a passar pelo estresse de novo.

5 thoughts on “A novela do IELTS – parte 2

  1. Esqueceu de colocar o valor R$ dos outros imprevistos – concerto do carro, da batida na árvore devido o nervoso da prova…srsrs

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